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Xiaomi 17T: Câmera avançada, mas áudio decepciona

Xiaomi 17T: Câmera avançada, mas áudio decepciona O Xiaomi 17T chega ao Brasil com a ambiciosa proposta de oferecer um […]

Xiaomi 17T: Câmera avançada, mas áudio decepciona
Xiaomi 17T: Câmera avançada, mas áudio decepciona

Xiaomi 17T: Câmera avançada, mas áudio decepciona

O Xiaomi 17T chega ao Brasil com a ambiciosa proposta de oferecer um sistema de câmeras à altura de aparelhos topo de linha que custam o dobro. A parceria com a Leica, já testada e aprovada em modelos anteriores, agora integra este intermediário-premium, visando quem busca excelência em fotografia sem sacrificar performance. Mas será que a expectativa se alinha à realidade? Nossos testes revelaram resultados variados, e é neles que reside o veredito final para a compra.

O mercado de smartphones no Brasil enfrenta um cenário peculiar: enquanto o custo dos flagships aumenta, marcas como Xiaomi e Motorola competem acirradamente na faixa de R$ 3.000 a R$ 5.000, com especificações atraentes. O 17T se insere nesse segmento com um processador MediaTek Dimensity 8300, 12 GB de RAM e tela AMOLED de 144 Hz. Contudo, seu principal destaque é, sem dúvida, o conjunto de câmeras Leica.

Xiaomi 17T: Câmera avançada, mas áudio decepciona

A parceria Leica no Xiaomi 17T: O que esperar

A colaboração com a Leica não é inédita em smartphones; a Huawei já a utilizou, e a Xiaomi a aprimora desde a série 13. No 17T, a configuração traseira inclui três sensores: principal de 50 MP (f/1.7), ultrawide de 12 MP e telefoto de 50 MP com zoom óptico de 2x. Este sistema se mostra versátil, entregando excelentes resultados em boa iluminação, com retratos que exibem profundidade e cores naturais, um diferencial na sua categoria.

O modo noturno também se destacou. Em cenários de baixa luminosidade, o 17T preserva detalhes e evita o visual “lavado” comum em rivais como o Galaxy A55. A inteligência computacional da Leica gerencia bem a redução de ruído sem comprometer as texturas. Para entusiastas da fotografia noturna, é uma opção robusta. Entretanto, há ressalvas: o zoom digital acima de 5x degrada rapidamente a imagem, e a gravação de vídeo em 4K apresenta estabilização apenas razoável.

Áudio fraco: um fator decisivo para o consumidor brasileiro

Embora a câmera seja o destaque, o áudio se revela o ponto fraco do Xiaomi 17T. Apesar dos alto-falantes estéreo, o som é abafado e carece de graves, com distorção notável em volumes elevados. Em chamadas viva-voz, a clareza diminui, e para consumo de mídia, a qualidade sonora é inferior ao esperado para um aparelho na faixa dos R$ 3.500. Concorrentes como o Moto Edge 50 Pro e o Galaxy S23 FE oferecem uma experiência sonora mais equilibrada e encorpada.

Para o usuário brasileiro, que frequentemente utiliza o smartphone como central de entretenimento — seja para streaming, podcasts ou jogos —, essa deficiência é significativa. Embora fones de ouvido atenuem o problema, a ausência de entrada P2 no 17T exige adaptadores ou fones Bluetooth. O codec LDAC está disponível, mas a performance sonora dependerá da qualidade do acessório. Aqueles que preferem áudio direto, sem periféricos, podem se decepcionar.

Custo-benefício em câmeras: A competição se acirra

O Xiaomi 17T se destaca ao priorizar um aspecto crucial para muitos: a câmera. A colaboração com a Leica vai além do marketing, resultando em desempenho fotográfico real que o posiciona entre os líderes da categoria. Contudo, o áudio deficiente e a falta de entrada P2 revelam que a Xiaomi ainda faz compromissos para manter um preço atraente. Nos próximos meses, com lançamentos de Samsung e Motorola, a concorrência se intensificará — e o 17T poderá enfrentar desafios se não houver melhorias de software na experiência sonora.

Para usuários focados em fotografia e que utilizam fones Bluetooth, o Xiaomi 17T representa uma escolha acertada. Já para quem procura um smartphone mais equilibrado em todos os aspectos, pode ser prudente aguardar ou considerar as alternativas disponíveis. O segmento de intermediários-premium está cada vez mais competitivo, o que, em última análise, beneficia o consumidor brasileiro.

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