Samsung lança nova nomenclatura AI para TVs: Basic, Plus e Ultra
Samsung lança nova nomenclatura AI para TVs: Basic, Plus e Ultra A Samsung vai reorganizar seu catálogo de TVs em […]

Samsung lança nova nomenclatura AI para TVs: Basic, Plus e Ultra
A Samsung vai reorganizar seu catálogo de TVs em três níveis: AI TV Basic, AI TV Plus e AI TV Ultra. A mudança, prevista para 2027, foi revelada pelo site sul-coreano ETNews e replica a lógica que a empresa já usa na linha Galaxy S de celulares — como S26, S26 Plus e S26 Ultra.
Ao trocar siglas técnicas como OLED e Neo QLED por nomes mais simples, a fabricante quer reduzir a confusão na hora da compra. Em vez de decifrar painéis e siglas, o consumidor escolhe entre três pacotes claros de recursos. O “AI” no nome não é acaso: a Samsung quer associar inteligência artificial a todos os seus produtos, de TVs a eletrodomésticos.
A decisão chega num momento em que a disputa por atenção na sala de estar passa pela capacidade de explicar o que a TV faz. Com telas cada vez mais parecidas em especificações, a camada de software e os recursos de IA viraram o novo campo de batalha.

Por que a Samsung está simplificando a escolha de TVs agora
A estratégia de nomenclatura não é novidade na indústria. A própria Samsung já testou essa abordagem no mobile, onde a linha Galaxy S é facilmente compreendida pelo público. Ao levar o modelo para as TVs, a empresa tenta resolver um problema antigo: a complexidade do catálogo. Hoje, o consumidor encontra modelos com nomes como QN90D, S95D, DU8000, entre outros, que exigem pesquisa para entender diferenças.
A simplificação também tem um componente de marketing. Ao colocar “AI” em todos os modelos, a Samsung nivela a percepção de que até a TV de entrada tem inteligência artificial. Isso pode aumentar o valor percebido dos produtos mais baratos e justificar preços mais altos nos modelos Ultra. A sigla passa a ser um selo de modernidade, não apenas uma especificação técnica.
Além disso, a mudança prepara o terreno para um futuro em que as TVs serão vendidas como plataformas de serviços e não apenas como hardware. Com nomes mais simples, a empresa pode empurrar assinaturas e recursos baseados em IA sem exigir que o consumidor entenda de tecnologia.
O que muda para quem vai comprar TV no Brasil
Para o consumidor brasileiro, a nova nomenclatura deve chegar gradualmente a partir de 2027. A expectativa é que os três níveis — Basic, Plus e Ultra — organizem a linha de entrada, intermediária e topo de linha. Isso pode facilitar a comparação entre modelos e reduzir a dependência de vendedores ou sites especializados para explicar as diferenças.
Na prática, quem busca uma TV para o dia a dia deve encontrar no nível Basic os modelos com recursos essenciais e alguma camada de IA, como upscaling e recomendações de conteúdo. O Plus deve trazer melhorias em imagem e som, enquanto o Ultra concentrará as tecnologias mais avançadas, como painéis de alta gama e processamento mais potente.
A sigla AI, porém, não deve vir acompanhada de uma padronização de recursos. Cada nível pode ter implementações diferentes de inteligência artificial, o que exige atenção na hora da compra. O consumidor deve verificar o que cada modelo oferece além do nome, como taxa de atualização, tipos de conexão e suporte a assistentes.
Para o mercado brasileiro, a mudança pode pressionar concorrentes como LG e TCL a também repensarem suas nomenclaturas. A simplificação pode se tornar um diferencial competitivo em um país onde a TV ainda é o principal dispositivo de entretenimento da casa.
A corrida pela IA na sala de estar está só começando
A renomeação é um sinal de que a Samsung quer transformar a TV em um hub de IA doméstica. Nos próximos anos, a tendência é que os aparelhos assumam funções de controle da casa inteligente, recomendações personalizadas e até interação por voz mais natural. O nome “AI TV” antecipa esse posicionamento.
Com a chegada do padrão Matter e a popularização de assistentes generativos, as TVs devem ganhar mais autonomia para entender o contexto do usuário. A Samsung, que já investe em seu próprio assistente Bixby, pode usar a nomenclatura para educar o consumidor sobre essas capacidades.
Ao que tudo indica, a disputa não será mais sobre quem tem a tela mais brilhante, mas sobre quem oferece a experiência mais integrada e inteligente. A nova nomenclatura é o primeiro passo visível dessa estratégia. Resta saber se o consumidor vai comprar a ideia de que toda TV é AI — e se os concorrentes seguirão o mesmo caminho.


