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Zurich lança seguro inédito para Apple Watch no Brasil a partir de R$ 40 mensais

Zurich lança seguro inédito para Apple Watch no Brasil a partir de R$ 40 mensais Com valor que pode superar […]

Zurich lança seguro inédito para Apple Watch no Brasil a partir de R$ 40 mensais
Zurich lança seguro inédito para Apple Watch no Brasil a partir de R$ 40 mensais

Zurich lança seguro inédito para Apple Watch no Brasil a partir de R$ 40 mensais

Com valor que pode superar R$ 12.000, o Apple Watch ganha uma proteção inédita no Brasil. A Zurich Seguros lançou uma apólice específica para o smartwatch, com planos a partir de R$ 40 mensais. A cobertura inclui roubo, furto qualificado e danos acidentais para aparelhos novos ou usados. A oferta preenche uma lacuna em um mercado de seguros para eletrônicos ainda incipiente.

O seguro surge em um contexto de alta dependência dos smartwatches, que funcionam como extensões do corpo, mas sem a proteção dedicada a outros eletrônicos, como smartphones. A própria Zurich estima o custo de reparo de uma tela em mais de R$ 1.500. Em um ano, o valor do seguro representa menos da metade desse montante, evidenciando o potencial de economia para o usuário.

A aposta da Zurich se baseia na alta adoção de vestíveis no Brasil – com projeção de mais de 10 milhões de unidades vendidas em 2024 – e na escassez de seguros dedicados. Até então, donos de smartwatches recorriam a apólices residenciais ou de celular, que frequentemente excluíam danos acidentais. A Zurich inova ao tratar o Apple Watch como um bem de alto valor, com um processo de contratação 100% digital e sem vistoria prévia.

Zurich lança seguro inédito para Apple Watch no Brasil a partir de R$ 40 mensais

Cobertura e exclusões da apólice da Zurich

A apólice da Zurich Seguros cobre roubo, furto qualificado e danos acidentais, como quedas, impactos e contato com líquidos, para modelos novos e usados, desde que funcionais na contratação. A mensalidade varia com o modelo: cerca de R$ 40 para o Apple Watch SE e até R$ 80 para o Apple Watch Ultra 2. A franquia para sinistros é de 20% do valor do dispositivo.

Um diferencial importante é a ausência de carência para danos acidentais, com cobertura válida 24 horas após a ativação. Para roubo e furto, a carência é de 7 dias. A Zurich exige que o serviço “Buscar” (Find My) da Apple esteja ativo, como medida de mitigação de fraudes. A apólice, no entanto, não cobre perda, furto simples ou danos puramente estéticos, como arranhões.

Sob a ótica de mercado, a Zurich explora um nicho de baixa penetração e alto valor agregado. O Apple Watch lidera as vendas de vestíveis no país, e seus reparos fora da garantia são caros. A seguradora calcula o risco com base na menor sinistralidade de wearables comparados a smartphones, já que o uso contínuo no pulso diminui a exposição a roubos e quedas.

Impacto para usuários de Apple Watch

Para o consumidor, a novidade representa uma mudança na percepção sobre seguros para eletrônicos, antes focados em iPhones e notebooks. Com a Zurich, é possível proteger um relógio que muitas vezes custa mais que um computador de entrada. A contratação é direta pelo site da seguradora, com pagamento via cartão de crédito ou boleto.

Usuários que utilizam o relógio para monitorar a saúde, praticar esportes ou em atividades profissionais ganham uma camada de proteção contra imprevistos como quedas e furtos. A cobertura para roubo e furto qualificado é nacional, exigindo apenas o registro de boletim de ocorrência em até 48 horas.

É crucial distinguir este seguro da garantia estendida ou do AppleCare+. Enquanto a garantia cobre defeitos de fábrica, a apólice da Zurich foca em eventos externos (acidentes, roubo). O AppleCare+, por sua vez, não inclui cobertura para roubo ou furto no Brasil, tornando o seguro um complemento relevante, especialmente para usuários com rotinas ativas ou em áreas de maior risco.

A expansão dos seguros para wearables

A iniciativa da Zurich deve pressionar concorrentes, como Porto Seguro, SulAmérica e seguradoras digitais, a desenvolver produtos similares. Apesar de o mercado de seguros para eletrônicos movimentar R$ 2 bilhões anuais no Brasil, a fatia de wearables é mínima. A popularidade de smartwatches e outros dispositivos, como anéis inteligentes, sinaliza um rápido crescimento para o segmento.

A integração com o setor de saúde pode acelerar essa tendência. Planos de saúde podem oferecer seguros para wearables como incentivo ao monitoramento de sinais vitais, reduzindo custos a longo prazo. Se o modelo da Zurich se provar rentável, a oferta de seguros especializados deve se consolidar, tornando-se um item essencial no planejamento financeiro de quem investe em um wearable de alto valor.

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